Para o batalhador Roberto Emanuel (*)

Meus olhos são brancos opacos
Mas vejo estrelas onde só há escuridão
Nas ondas do rádio naveguei tempestades
O timoneiro do poder pelo poder
Nunca soube me guiar por essa paixão

Comunicar é coisa do coração
Cada batida tem uma frequencia
Cada suspiro é uma estação

Mexo agora nas antenas do céu
Sintonizo os passaros que não voaram
Vejo que anjos não existem
E que as nuvens não fazem só chuva
Meus olhos marejam o esplendor da constelação

Cabeto Rocker

(*) Comentário do editor: Roberto Emanuel faleceu, talvez de desgosto, pelo fato do Estado brasileiro ser inimigo da liberdade para as rádios comunitárias, atividade esta que permitia a este deficiente físico exercer uma relevante função social em sua comunidade. Como um criminoso, foi preso, processado e condenado. Ao partir, já estava morto. Não tinha mais razão para viver. O oligopólio da mídia já tinha apagado o brilho de sua, da nossa, Rádio Constelação. Mais detalhes, aqui.

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