São José da Lapa promoveu Conferência Regional (II)

SJ Lapa mesa de abertura

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A cidade foi o primeiro Município da região metropolitana, a convocar um evento desse porte.

A Prefeitura Municipal de São José da Lapa, que fica a 30 km de Belo Horizonte, através de sua Assessoria de Comunicação promoveu a 1ª Conferência Regional de Comunicação. A cidade foi o primeiro Município da região metropolitana, a convocar um evento desse porte. A Conferência reuniu representantes de 9 cidades da região, a maioria deles profissionais do setor, radialistas, assessores e empresários, que debateram questões em torno da democratização da mídia.

Em sua fala, o prefeito Quido do PT citou a criação de políticas públicas de comunicação abertas para participação popular, como a implantação do Conselho Municipal e o Plano Municipal. “Em nossa cidade vamos implantar junto com as comunidades políticas públicas que devem ser desenvolvidas para a democratização da comunicação local. Na próxima semana estarei apresentando à Câmara Municipal um Projeto de Lei que instituirá o nosso Conselho Municipal de Comunicação, estamos trabalhando um Plano Municipal de Comunicação Popular e Comunitário para o ano que vem. O nosso Plano será construído de forma comunitária, alternativa, solidária e participativa”, enfatizou.

Na opinião do deputado estadual Carlin Moura (PCdoB), as mídias precisam abrir mais espaço para a participação da população. O deputado chegou a contestar o fato de a TV Assembléia não funcionar como canal aberto.

“O município de São José da Lapa foi ousado ao realizar esta Conferência porque quando nos comunicamos estamos sujeito a questionamentos. Descentralizar a comunicação é democratizar algo que se encontra na mão dos empresários e do governo”, elogiou Gustavo Machala, da Intervozes. Já a vereadora Adriana Lara (PT), do município de Vespasiano, expôs uma opinião mais radical sobre o assunto. Para Adriana, a mídia é tida como instrumento de manipulação, por isso esse tipo de debate se torna importante na medida em que codifica de forma transparente o objetivo final de uma transmissão via rádio, por exemplo. “O debate é importante porque dá oportunidade para o cidadão se familiarizar com o assunto. O cidadão comum não consegue ligar que através da mídia somos todos torturados, porque muitas vezes somos obrigados a ouvir aquilo que não queremos ouvir”, disse a vereadora.

São José da Lapa também saiu na frente com o Projeto de Lei de Criação do Conselho Municipal de Comunicação. Instrumento de democratização, o Conselho, que contará com representantes da população, irá opinar, inclusive, sobre o conteúdo dos veículos de comunicação da administração pública municipal. Na opinião do jornalista da Band, Luiz Carlos Bernardes, no Brasil a maioria dos movimentos sociais vinculados à comunicação não funcionam de maneira democrática, “eles discutem a mídia, porém muitas vezes em regime fechado, por isso mesmo sou a favor dos conselhos. Não como fizeram quando criaram a ordem dos jornalistas, defendo que participem também representantes das associações e da população”, contestou. Para Alexandre Nery, os conselhos municipais de comunicação garantem a participação social por meio da fiscalização e regulação das políticas públicas de comunicação.

A maioria dos convidados da mesa ressaltou a presença do monopólio da mídia no país. Gustavo Machala citou a tv como exemplo de concentração desse poder. “Hoje temos 5 redes principais de televisão no país, todas possuem, pelo menos, 165 grupos filados. Aqui em Minas Gerais , os políticos são donos da maioria dos veículos de comunicação”. “Esse grupo de gigantes não agem dentro da legalidade, pois a Constituição Federal diz que os meios de comunicação não podem ser objetos de monopólios e oligopólios diretos”, completou Machala.

Cláudio Vilaça, do sindicato dos jornalistas do serviço público, convidou os conferencistas para participarem da Conferência Estadual de Comunicação que será realizada nos dias 29, 30 e 31 de outubro, em Belo Horizonte.

Além de propor a parceria da comissão de ciência e tecnologia da câmara federal na construção das propostas que serão encaminhadas à Conferência Nacional de Comunicação, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB) elogiou a iniciativa da Prefeitura e frisou “é a primeira vez que uma cidade da região metropolitana realiza uma Conferência de Comunicação a nível Regional”.

Os grupos de trabalho discutiram 3 eixos baseados nas premissas pré-definidas para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação:  “produção de conteúdo”, “meios de distribuição”, “cidadania: direitos e deveres” e apresentaram, ao final, maneiras de efetivá-los. Alguns pontos definidos foram de opinião comum entre os grupos, como a criação dos conselhos de comunicação, a extensão do serviço de Internet e a comunicação implantada nas escolas.

Contato:
(31) 9824 3973 – Fratini ou Núbia


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