Aberração total: Ditadura da mídia na Confecom

Pedro Pomar

A realização da 1ª Confecom abriria a possibilidade de apontar mudanças substanciais no panorama atual. Porém, o teor do regimento que a Comissão Organizadora Nacional acaba de aprovar vai na contramão das expectativas geradas, na medida em que normas fundamentais da 1ª Confecom, que fixam o número de delegados por segmentos (poder público, sociedade civil e empresariado) e o quórum para aprovação de resoluções, ferem a democracia e não se coadunam, sequer, com a tradição das conferências nacionais de outros setores.

O governo dobrou-se à chantagem do empresariado, que impôs a adoção dessas normas como condição para participar da 1ª Confecom. Os empresários dos setores de mídia e de telecomunicações (inadequadamente designados como “sociedade civil empresarial”) terão direito a eleger nada menos do que 40% dos delegados, uma aberração total, inédita na história das conferências. Estarão, assim, super-representados, uma vez que, essa proporção, nem de longe corresponde à real participação numérica do empresariado na sociedade, que é muito inferior a 40%.

TEXTO COMPLETO, AQUI.

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